Regalias à parte

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Dinheiro público é usado para despesas de parlamentares

 

Passagens aéreas pagas por dinheiro público da Câmara. Ato legal. É de se indignar ou apenas acrescentar – mais uma – as tantas repugnâncias encontradas no poder político.

No último dia 17 foi determinada a abertura de uma sindicância pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Objetivo: apurar denúncias de que ministros do Supremo Tribunal Federal foram vítimas de um esquema de venda clandestina de bilhetes aos parlamentares. No entanto, posteriormente, ele [Michel Temer] admitiu ter utilizado parte de sua cota oficial para bancar viagens de parentes. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Temer disse que cedeu sua cota a familiares porque “havia o entendimento de que era um crédito do parlamentar”.

Representante do Ministério Público no TCU (Tribunal de Contas da União), o procurador Marinus Eduardo Marsico se reuniu nesta segunda-feira com diretores-gerais da Câmara e do Senado. Outro objetivo: Cobrar mudanças como a utilização de passagens aéreas pelos deputados e senadores.

Ora, pra que a revolta, a decisão de tomar medidas, especificar objetivos? Para quê? Não precisa desde incômodo, já estamos adeptos as palhaçadas políticas. Quando muito, estranhamos tempos de calmaria, de justiça. Contas de telefone celular chegam a R$6 mil por político – pagas por dinheiro público, óbvio. Qual o mal em aderir a essas despesas? Como os gastos com passagens aéreas para ministros do TCU que, em 2008, chegaram a R$720.344,38.

Nosso país não tem miséria. Pessoas com fome é piada, temos o programa FOME ZERO. O investimento em educação não é mais necessário. Saúde, menos. Temos leitos e hospitais devidamente preparados para toda a população. Não é necessário investir em despoluição nem energia renovável. Realmente, ironia dizer que fará falta algumas “merrecas” de dinheiro.

Outros números

R$ 14.758,07 – Conta do telefone celular emprestado a filha do senador Tião Viana (PT- AC) em viagem de férias ao México.

R$ 43,2 mil – Cota individual que têm direito os ministros a gastar livremente por ano com passagens aéreas.

R$ 15 mil – Valor destinado aos deputados para gastos mensais, como verbas de postagem, de impressos, auxílio-moradia e verba-indenizatória.

R$ 118 mil – Recebido pela viúva do senador Jefferson Péres, autorizado pelo ex-presidente da Casa Garibaldi Alves (PMDB-RN) – valor refere-se a cota de passagens aéreas não utilizadas pelo parlamentar – morto ano passado.

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2 Responses to Regalias à parte

  1. Matheus disse:

    Infelizmente nossos politicos só tem a ambição de chegar ao governo para esses tipos de regalias e não para buscar melhorias, investimentos, que era o mínimo que deveriam fazer pelo salário que recebem.

    Parabéns pela matéria Ni, não tenho dúvida de que vai longe nessa carreira.

  2. Paulinho disse:

    Parabéns Nitya ! Jornalismo de verdade. Continue assim. Beijo

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