O outro lado da Virada

Poças de urina se acumulavam em frente aos banheiros químicos

Poças de urina se acumulavam em frente aos banheiros químicos

Não há nada de errado em chamar a classe média de São Paulo para passar um final de semana no Centro da cidade dedicado à cultura. O problema é que, eventos desse porte, como o da Virada Cultural, que atraiu cerca de 4 milhões de pessoas, costumam ter resultados negativos para o patrimônio público: orelhões destruídos, lixo nas ruas, muros pichados, placas danificadas, mudas arrancadas, etc. A quantidade de droga, bebida alcoólica e a falta de educação de grande parte dos participantes, somado ao alto investimento, cerca de R$ 5 milhões este ano (valor gasto de uma única vez) da Virada Cultural, são fatores que contribui a cada ano para que a população fique com receio desse evento.

PMs tentam se organizar em confronto contra pessoas que assistiam ao show do Racionais

Confronto de PMs contra pessoas que assistiam ao show do Racionais, em 2007

Quem define o que é culturalmente essêncial para as pessoas? O governo? O fato é que eventos como esse atrai um público segmentado: aqueles que estão afim de se arriscar a uma série de situações desagradaveis, posso citar como exemplo o show do Racionais MCs em 2007 quando ao menos cinco pessoas ficaram feridas.

Abaixo alguns relatos sobre a Virada Cultural 2009.

Folha Online

Apesar de dobrar para 900 o número de banheiros químicos instalados na 5ª Virada Cultural, a prefeitura não conseguiu evitar cenas de escatologia e horror nas ruas do centro de São Paulo. Nos três maiores palcos visitados, os banheiros químicos entraram em colapso, provocando fedor e muitas queixas de frequentadores. Uma das esquinas da rua do Arouche com a República virou um depósito de garrafas pet. O mau cheiro de urina é impressionante.
Lixo se acumulou pelas ruas do centro de SP

Lixo se acumulou pelas ruas do centro de SP

“É uma coisa medonha, de assustar mesmo”, afirma indignada Alzenir Arruda, 37, ao deixar outro banheiro químico, na São João.

Também enojada estava Tatianne Santos, estudante de direito na Fadi Sorocaba, que viajou por causa da Virada. “Não dá para descrever como está aí dentro”, disse sobre um banheiro químico na esquina da Aurora com São João.

“Não dá pra usar nenhum banheiro químico desde a madrugada”, segundo o professor de geografia William Oliveira, 23. Ele apontou uma das causas do mau cheiro insuportável na altura do nº 50 da São João: enormes poças de urina.

Uma resposta para O outro lado da Virada

  1. Frederico Rosenthal disse:

    Mas também, queriam o que? o que junta de gente pobre e desclassificada pra assistir esses “shows”….só quem é muito sem educação pra considerar essa virada cultural algo normal.

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