O papel social do jornalista

jornalistaFazer jornalismo, ao contrário do que muitos pensam, não é nada fácil. E não digo só pela faculdade.

Trabalhos, provas, trânsito, metrô… São apenas 4 anos: tempo suficiente para casar, separar, ter filhos ou viajar o mundo.

Além de tudo isso, o jornalista não é dos profissionais mais bem remunerados do mercado – ver tabela – e tem em suas mãos o instrumento mais perigoso de todos: a palavra.

Através da palavra, Hitler “justificou” a morte de milhões de pessoas na guerra, Jesus Cristo pregou há mais de dois mil anos para os fiéis e o Lula se elegeu.

Quando o feitiço vira contra o feiticeiro

O jornalista não é um profissional muito admirado. Nos EUA, há muitos seriados com policiais, médicos, bombeiros e advogados. CSI, Dr. House, E.R. e Cold Case são exemplos.

O jornalista quase sempre é visto como o que faz de tudo para dar a notícia, ou mesmo o cara que não tem vida pessoal – nem escrúpulos. No filme Obrigado por Fumar, por exemplo, a jornalista, interpretada por Katie Holmes, se utiliza de meios nada ortodoxos para conseguir o que quer: a notícia bombástica.

Outros filmes, como “A Primeira Página” e “O Jornal” trazem questões éticas à tona. Mas o foco é sempre criar uma situação do tipo “jornalista não tem vida pessoal”, ou “sorte no jornalismo, infeliz no amor”.

O jornalista é alvo do próprio meio onde trabalha. O(a) artista está lá, em local público, traindo o noivo(a)/affair/marido/esposa ou afins. Aparece um fotógrafo, faz o trabalho dele, as fotos são publicadas e o artista processa.

A culpa nunca é do culpado, como disse a Laurye em post anterior. Corrupção? Imagina, o jornalista que errou o contexto.

Claro que existem jornalistas ruins e anti-éticos, como em toda profissão. Mas também há profissionais bons, que merecem respeito.

O papel do jornalista na sociedade

“Todo jornalista deve vestir a camisa da empresa durante o dia. E tirá-la a noite”, disse um professor certa vez.
Isto significa trabalhar em veículos contra os seus princípios e correr riscos: com uma matéria, pode-se acabar com a vida de alguém, ou reconstruir uma imagem. Pode-se errar e destruir uma reputação – ou várias.

Qual a função do jornalista então? Levar os fatos para que os leitores os interpretem e tirem suas próprias conclusões. É difícil ser imparcial, mas não é impossível.

A seguir, uma frase de Che Guevara:

Prefiro enfrentar um exército a enfrentar uma jornalista.

 

Uma resposta para O papel social do jornalista

  1. Vanessa DiCarvalho disse:

    Amei!!

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