Gosto é gosto

Futebol e religião não se discute, certo? Correto seria dizer que gosto não se discute. Nunca teve uma amiga que lhe disse: “ele é lindo, um Deus grego”, e – quando você o viu – teve vontade de sair correndo! Ninguém é igual a ninguém. Quando se trata de música, até mesmo pela diversidade dos ritmos existentes e da mistura racial e cultural brasileira, o assunto fica bem mais complicado.

 

Se analisarmos, por exemplo, o gênero musical rock, encontraremos vertentes como rock n’roll, heavy metal, punk-rock, rock psicodélico e tantas outras classificações do ritmo, diferenciados pelo balanço, tempo, instrumentos e letras.nota

 

 – Ah, eu gosto de forró. Mas só gosto de forró universitário! – (?!?!) me disse outro dia uma colega.

 

São preferências totalmente pessoais. Gostar de ouvir Calypso ou Jonas Brothers vai de cada um (o que acho muito bom). Se todos concordassem com tudo e gostassem das mesmas coisas, que chato seria! Acontece que, dentro dessas variedades, é preciso encontrar o respeito com o gosto alheio.

 

Feliz daquele que nunca se deparou sentado no ônibus, trem ou metrô logo pela manhã, indo trabalhar ou estudar e sendo obrigado a ouvir aquele hip-hop fanho e falhado, que o garoto(a) que está em pé à sua frente deixa sair solto pelo celular e invadir o espaço de cada um. Não existe ainda fone de ouvido??? Ninguém é obrigado a ouvir o que não gosta, e ninguém tem o direito de impôr suas preferências aos demais cidadãos.

 

Música boa é boa e ponto. Não importa o ritmo. Nada de letras como “tá dominado tá tudo dominado”, nem “quando Deus te desenhou ele tava namorando”. Particularmente, admiro a MPB (Música Popular Brasileira). Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, Marisa Monte, Chico Buarque, Milton Nascimento, Maria Rita, Djavan, dentre tantos, qualificam a música brasileira. Letras absolutamente belas, significativas e melodias perfeitas.

 

Nada contra os que admiram a música internacional, existem ótimos cantores no mundo todo. Mas, muitos não sabem sequer o que estão cantando, e mesmo assim ficam repetindo dramaticamente os refrões tocados nas rádios. Busque saber o que se está ouvindo, para depois vangloriar os artistas musicais. E, se não souber mesmo nada de inglês, ouça uma MPB ou qualquer outra música brasileira, garanto que será bem melhor que cantar errado, sem saber o que se canta.

Enfim. Como disse, gosto não se discute.

 

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2 Responses to Gosto é gosto

  1. Kathia disse:

    Realmente Ni. O fato é que hoje observamos uma total falta de respeito aos que possuem gostos diferentes.
    Essa sociedade… rsrs

  2. Laurye Borim disse:

    Ahhh eu quero que se danem as más músicas
    rsrs
    só me interessa o MEU gosto
    kkkkkkkkkk

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