Eduardo Marafanti no Jô Soares

Tive o prazer de assitir a entrevista de Eduardo Marafanti, ontem, no Programa do Jô Soares.
Se não  a primeira, foi a única vez que me lembro de ter visto o Jô chorar. Foi realmente emocionante.  É daqueles momentos em que você se dá conta da importância de estar vivo, de ter família e amigos e principalmente, ter saúde.

Como em uma cena de um filme, o administrador de empresas Eduardo Marafanti, 56 anos, ficou sabendo, há dez anos, que sofria de uma grave doença. Após um exame, o médico colocou a mão no seu ombro e disse: “O senhor irá morrer daqui um ano, um ano e meio, no máximo”. O diagnóstico havia detectado Leucemia Mielóide Crônica (LMC), tipo de câncer que se caracteriza pelo desequilíbrio da proliferação, renovação e diferenciação das células-tronco.

Quando descobriu que estava com leucemia, Marafanti planejava ter filhos com a sua segunda mulher. Teve que adiar os planos. “Não queria gerar órfãos”, diz. “Com o choque inicial, pensei em me matar. Fiquei duas semanas pensando nisso, mas resolvi enfrentar a doença.”

A luta foi difícil. Depois de uma fase inicial de controle da doença, deparou-se com a primeira crise de queda de imunidade, que reduziu sua expectativa de vida para três meses. Assinou um protocolo com um laboratório americano para experimentar uma nova droga, que devolveu a esperança ao administrador por cinco anos. Uma nova crise, ainda mais ameaçadora, reduziu suas chances de vida para apenas quinze dias. Uma nova dose de coragem e a decisão de participar de uma nova pesquisa, desta vez no Brasil, ajudaram-no a vencer mais uma batalha contra a doença.

No ano passado, após sua terceira crise, os médicos optaram por fazer um transplante de medula óssea. As células usadas haviam sido colhidas do próprio paciente por prevenção em 2000, nos Estados Unidos, e armazenadas caso fossem necessárias. Marafanti toma, agora, seu terceiro novo medicamento e comemora mais de um ano de vida saudável.

Eduardo Marafanti ajudou a fundar a ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), uma instituição destinada a ajudar outras pessoas com leucemia.
A entidade oferece mais de 30 programas ou projetos para melhorar o atendimento aos pacientes. Como exemplo, há o investimento na melhora da lei de acesso ao tratamento, palestras com especialistas em onco-hematologia dos principais centros do País, campanhas de esclarecimento das doenças e atendimentos médico, jurídico e psicológico.

www.abrale.org.br

Livros de Eduardo Marafanti

A Vida Nao Tem Preco -2006

TMO – Tenha Muito Otimismo – O Diário de um Transplante de Medula Óssea – 2009

2 respostas para Eduardo Marafanti no Jô Soares

  1. Camila do Bem disse:

    Boa noite, estou fazendo um TCC sobre transplante de medula óssea e preciso falar com o Eduardo. Pode me passar algum contato dele? Telefone ou e-mail, por favor?

    Muito obrigada!!!!

  2. Elizete disse:

    Um cunhado meu, mandou o vídeo e inclusive entrei em contato com Eduardo Marafanti através de e-mail. Ele me orientou e tomei coragem em procurar o Hospital do Sevidor Público, que através do Setor de Hematologia, me encaminhou para a tal “quimioterapia” com um produto maravilhoso que age diretamente nas células doentes. Eu estava com hemoglobina baixa, com risco de ter um problema mais sério. Não tive queda de cabelo e em menos de 2 meses após as 4 aplicações, já me encontrava com a hemoglobina e anemia controlada.Continuo trabalhando, tendo me afastado apenas por um período de 30 dias, para receber a medicação. Agradeço sinceramente ao Eduardo e ao Jô que permitiu que fosse transmitida uma informação desse naipe.

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