Crise existencial inexistente

01/07/2010

Não sei vocês, mas tive minha época de bicho-grilo que quer mudar o mundo. Acho que foi dos 13 aos 19 anos. Tempos de ler Nietzsche, Descartes, filosofar sobre a falta de sentido da existência, essas coisas. Acredito que quase todo estudante de letras tenha esse problema (fiz um ano e meio, tranquei, pois não queria ser professora).

Não significa que tentar, ser ou querer se tornar meio-intelectual, meio de esquerda, como diria o Antonio Prata, seja um problema de fato. É que a vida fica mais difícil se você achar que a culpa dos problemas da humanidade está na sua frágil existência e incompetência em mudar o mundo. Apenas isso.

Platão acreditava em um ser superior, que controla todo o universo. Deus? Alá? Edir Macedo? Ninguém sabe. Além disso, acreditava também na existência de uma alma imortal. Não sei se quando morrer “passarei desta para uma melhor”, mas naqueles tempos difíceis, tentava responder a essas e outras questões com ateísmo e indagações. Em meio às apostilas das massacrantes matérias do curso, misturavam-se revistas e livros de filosofia. Teorias existenciais tentavam explicar o inexplicável: como eu me sentia tão vazia e sozinha na companhia de tanta gente importante (Platão, Sócrates, Nietzsche e até Augusto dos Anjos)?

O grande problema foi que eu me fechei com tantas perguntas e não procurei respostas, nem permiti que me ajudassem. Calma, não estou falando que eu era uma adolescente deprimida, só tinha meus momentos. O óbvio é a coisa mais difícil de enxergar, sempre. Experimente colocar um objeto acima do seu nariz, o que você verá? Provavelmente um objeto acima do seu nariz, porém totalmente embaçado e impossível de ser identificado.

Talvez tenham sido somente crises adolescentes-comunistas, onde o sonho de ter nascido nos anos 50 e ter ido a um show do Beatles imperava, talvez tenha sido mais sério. Não sei. E essas duas mágicas, simples, sinceras e fascinantes palavras (não sei) me ajudaram – e ajudam – muito. Com elas, você pode perceber que não há respostas para tudo no mundo, e o melhor: você não precisa saber de tudo.

Hoje não posso ser pretensiosa e dizer que minha vida mudou completamente, que sou outra pessoa, que encontrei Jesus ou dou palestras motivacionais ao lado de Donald Trump. Apenas escrevo textos que talvez alguém possa se identificar e tento usar paradoxos e ironias nos títulos. E quem sabe convenço alguém de que ver comédias Blockbusters de vez em quando pode ser legal, mesmo com o livro “Humano, Demasiado Humano” escondido atrás do sofá.

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Resiliência

23/06/2010

*** Agradecimento à Sheila (www.twitter.com/shemello) que enviou o texto por e-mail.

Autoria : Tom Coelho

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: amoxicilina e paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e Limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.


A perda de significado das palavras

14/06/2010

Antigamente, ou há apenas alguns anos, creio eu , as palavras tinham um pouco mais se significado. É como disse Renato Russo: “sei que às vezes uso/palavras repetidas/mas quais são as palavras/que nunca são ditas?”. Realmente, ainda mais para quem faz jornalismo, é indispensável ter um dicionário de sinônimos ao lado. Palavras são usadas todo o tempo, eu sei. Mas algumas expressões e palavras estão tão desgastadas que não têm mais a credibilidade de outrora.

Amor? Tem certeza?

Amor/amar/Eu te amo – as palavras preferidas de onze em cada dez poetas. De Shakespeare à novelas mexicanas, amor/amar e suas conjugações perderam o sentido. No Orkut, MSN, Twitter, conversas de bar ou ônibus, miguxas (os) gritam aos quatro cantos “eu te amo, amiga”. O “eu te amo” não é mais aquela frase que esperávamos ouvir do (a) homem (mulher) de nossas vidas, prestes a colocar uma aliança no dedo. Hoje, as pessoas amam de tudo: de canetas Bic à chocolates caramelizados, de amigos recém-conhecidos a colegas de escola ou faculdade. Amor/amar (ainda) são palavras fortes, cruciais em certos momentos da existência, e que não merecem ser tratadas com tanta falta de respeito.

Urgente – esse é um caso grave, que entrou em coma devido à invenção das etiquetas com a inscrição “urgente”, em letras MAIÚSCULAS, em fundo vermelho, da Pimaco. Usa-se urgente para tudo, menos para o que de fato tem que ser resolvido com prioridade. Ligações telefônicas, reservas de hotéis, passagens, documentos… Tudo urgente. Reflexos de uma sociedade que não pode esperar, que não pode ficar em filas e sempre arruma uma maneira de cortá-las, que reclama se aparece a baleia no Twitter. Resumindo, estamos cada vez mais ansiosos, tentamos abraçar o mundo e resolvemos cada vez menos coisas, deixando as ‘metades’ pelo caminho.

Para todos os gostos e bolsos – clássico jornalístico, presente em jornais, revistas, guias e sites que falem sobre dicas de restaurantes, viagens. Restaurantes para todos os gostos e bolsos. Hotéis para todos os gostos e bolsos.

Vamos marcar de sair – clássica dos ex-colegas de classe, de faculdade, escola ou trabalho. Sempre que se encontram, seja pessoalmente ou na internet, querem ‘marcar de sair com a galera’, em um dia que nunca chega (experiência própria).

Amigo(a) – “Amigo é coisa pra se guardar/debaixo de sete chaves/dentro do coração…”, disse o poeta. Mas o que se vê hoje é bem diferente. Depois do surgimento das miguxas e do dialeto miguxês, todo mundo vira amigo. Acabou de conhecer = amigo, estudou na Wizard uma vez por semana = amigo. Difícil é saber quem é amigo de verdade…


Buemba! Eu sou filho do Zé Mayer!

21/01/2010

GLOSS NA COLUNA DO ZÉ SIMÃO

JOSÉ SIMÃO

Buemba! Eu sou filho do Zé Mayer! 


E o machão homofóbico do “BBB” que se chama Dourado?! E a bibinha emo parece um Smurf 


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
Forro do Cinemark do Cidade Jardim desaba! Isso é que é 3D! Sessão das 21h no Cinemark do Cidade Jardim: forro desaba parcialmente em cima das pessoas! Nome do filme: “Onde Vivem os Monstros”.
E o filme do Lula? O chargista Simon Taylor mostra como o Lula vai bombar a bilheteria do filme dele: BOLSA PIPOCA! O desavisado ganha um saco de pipoca e um santinho da Dilma autografado. Dentro do saco! Rarará!
E já imaginou o filme do Lula em 3D? Aquele dedo voando em nossa direção: vuuuu PÁ, direto no olho! E um filme com o Serra Vampiro Anêmico e com a Dilma RouCHEFE? Seria o AVOTAR, como diz o blog do twitteiro? Não, seria AVOMITAR! Dilma e Serra em AVOMITAR!
E a drag do “BBB”? É a cara do Maluf! Por isso que ele tá ROUBANDO a cena. E, vendo o “Jornal Nacional”, um amigo pergunta: “Onde se hospedam os jornalistas da Globo no Haiti?” Onde dormem, jantam, tomam água, banho? E tem uma cidadezinha em Pernambuco que toda vez que o William Bonner e a Fátima Bernardes dizem “Boa noite”, eles gritam de volta “BOA NOITE”!
E uma velhinha diz “Boa noite, vão com Deus, meus filhos”. Eu não queria ser filho do Zé Mayer. Que é pai da novela toda. Rarará!
E o Big Biba Brasil? Recado no twitter do Hugo Gloss: “Bom dia, machinho que assinou o PPV do BBB pra ver as gostosas tomando banho. Edição errada! Nessa só tem músculos e glitter”.
E o machão homofóbico que se chama Dourado?! Você acredita num machão chamado Dourado?! E a biba emo parece um Smurf. E o advogado careca parece um vibrador. O Pinto Falante! A Dlag, o Smurf e o Pinto Falante! Big Bizarros Brasil! É mole? É mole, mas sobe! Ou como disse aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. É que no interior do Pará tem um restaurante chamado Come em Pé! Agoniado Mas Gostoso! Ueba! Isso é Dias Gomes puro. Mais direto impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. “Homofobia”: companheiro com fobia a sabão em pó! Rarará! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
E quem não tiver colírio pode pingar Ajax com Fanta Uva!


Vivendo intensamente o ano de 2010

06/01/2010

Sei que o blog está mais parado que a residência do mosquito da dengue… Uma pequena pausa para férias e voltamos à nossa programação normal.

Ano novo é sempre a mesma coisa. Uns pulam sete ondas, outros ficam em casa vendo o show da virada na tela da Rede Globo, alguns topam ficar no trânsito de 10 horas que separa o litoral paulista do asfalto.

Parentes e amigos fazem a velha piada ‘boas entradas pra você’, taças de champanhe são servidas, pessoas de branco desejam paz, amor, dinheiro e felicidade. E sempre tem um a me dizer: ‘viva intensamente! Viva cada dia como se fosse o último!’.

Nunca entendi por que causa, motivo, razão ou circunstância as pessoas acham que os dias perfeitos são formados pelo sentimento de ‘amanhã não viverei mais’. O grande barato (nossa, que palavra brega) da vida é justamente esse: tentar aproveitar ao máximo os dias, pois não sabemos qual será o último.

Acho que se eu soubesse que amanhã seria meu último dia de vida, choraria muito. Imagina, olhar para tudo e ter que se despedir? Que triste! Se eu vivesse assim, seria a pessoa mais deprimida do mundo.

E os que me recomendam para viver intensamente? ‘Querido diário: hoje pulei de paraquedas, escalei três montanhas, e estou escrevendo diretamente do quase pico do Everest’. Não! Eu vivo intensamente do MEU jeito.

Quero dormir até tarde num domingo preguiçoso, falar bobagens sem pretensões num sábado à tarde, deitar no sofá e assistir aos meus seriados tranquila. Leio tão intensamente que até sonho com os personagens dos livros.

Quero passar um sábado sem fazer nada, comer chocolate numa tarde cinzenta de julho. Para poder enfim, viver intensamente a minha preguiça. Porque, repito: se eu vivesse cada dia como se fosse o último, seria a pessoa mais deprimida do mundo.


O Menestrel

30/11/2009

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Autoria: atribuída a William Shakespeare


Eu não vou ao show de rock

27/11/2009

Aconteceu pela segunda vez este mês. Perdi o show do The Killers, que foi sábado passado, na Chácara do Jockey. Hoje não irei ao show do AC/DC, mesmo morando perto e trabalhando a cinco minutos a pé do local.

Eu gosto muito das duas bandas. Já vi o Killers ao vivo. É emocionante. O som ao vivo, ultrapassando os decibéis permitidos para qualquer ouvido, o som das guitarras. É uma sensação única sentir toda aquela energia. Como disse um jurado do Ídolos: “um ídolo fica gigante no palco”. E digo mais: ver o Brandon Flowers (vocalista) é algo transcedental. Ele é um gigante nato.

Mas a razão para eu não ir aos shows de rock é muito simples: não gosto de ter um monte de gente pulando ao meu lado. Tão pouco pessoas histéricas agitando os esqueletos ao som de Rock’n’roll Train, Back in Black ou Highway to Hell, suadas, de preto, interpretando a música.

Sem falar que show em estádio é uma porcaria. Você tenta chegar cedo, mas já tem 12456 pessoas que dormiram na fila durante uma semana. Trânsito, fãs loucos, outros nem tão fãs, camelôs, polícia, confusão… Pra ver o show a quilômetros de distância.

Quando vi o U2 no estádio do Morumbi em 2006, assisti de tão longe, mas tão longe, que seria melhor ver na tela da Rede Globo. Tela por tela, fico no conforto do meu lar.

Nada contra. Gosto muito do AC/DC, tenho certeza de que o show será um clássico, vai virar o dvd ‘AC/DC Live in Sao Paulo’, as emissoras de TV farão matérias, a mídia vai cobrir,blablabla. Mas como eu já disse, aquele monte de gente pulando, gritando na hora do refrão, suando, de coturno e blusa preta, ao meu lado, não.