Dica de viagem: Vitória (ES)

09/06/2010

Vista do convento

É uma pena que o Estado do Espírito Santo seja tão esquecido nas rotas de viagem. Uma tremenda injustiça com uma cidade tão bonita e tão próxima de São Paulo, e ainda por cima, barata.

Para você que não conhece, lamento dizer que Vitória é uma das cidades mais lindas que já vi. Tem praias lindas e limpas – a única ‘sujeira’ que vi por lá foram as algas. O clima é ótimo, fui em dezembro e fez muito calor.

Onde comer?

Os restaurantes no Triângulo das Bermudas, que fica entre trecho entre as ruas Joaquim Lírio e João da Cruza, na Praia do Canto, costumam cobrar em média R$ 50,00 por pessoa, por um prato principal, bebidas e os 10% do serviço.

Pirão – premiadíssimo restaurante localizado na Praia do Canto. Não deixe de experimentar o pirão (óbvio), um pouco mais grosso que o convencional.

No Triângulo das Bermudas há também inúmeras opções de restantes simples, baratos e gostosos.

Dica: nos quiosques da Praia do Canto há muita opção de comida boa e barata. Em uma, encontrei moqueca por R$ 25,00 e camarão por R$ 15,00.

Ah, na frente do Radisson há um bom restaurante, o Lareira Portuguesa.

Onde ficar?

A melhor opção de hospedagem na cidade é o hotel Radisson, localizado em frente à Praia do Canto. Todos os quartos possuem uma vista maravilhosa da cidade, e o atendimento é impecável. Ah, tem um Mc Donald’s na frente, caso a grana acabe! kkk
O único defeito é a piscina, pequena e sem profundidade (1,10m), mas quem precisa de piscina com praias tão lindas?

Hotéis em frente à praia:

Bristol  

 Ibis (quase em frente) 

Senac Ilha do Boi (luxo!)  

Novotel

Passear

Se você for para Vitória, não deixe de passar na feirinha livre da Praia do Canto! Funciona sextas e sábados, a partir das 18h, se não me engano. Tem lembrancinhas ótimas a preços bons. Fica mais ou menos na frente do Novotel. Tem barracas com comidas ótimas, como tapioca, tempurá, churrasco, raspadinha, yakissoba.

Convento de Vila Velha

Convento - Vila Velha (ES)

Não deixe de ir! E vá de táxi (nada barato, por sinal). O Convento fica em Vila Velha, cidade vizinha à Vitória. Foi fundado em 1558.

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Livro ‘Melancia’: uma conversa entre melhores amigas

13/01/2010

Se você está a fim de uma leitura leve, livre de palavras difíceis de 1887, leia Melancia, de Marian Keyes.

É um livro fantástico. A protagonista Claire narra em primeira pessoa, e  parece que você está ouvindo os segredos de uma grande amiga.

Claire tem 29 anos e um bebê recém-nascido e um marido fugitivo, que acaba de assumir um caso de mais de seis meses. Abalada e redonda como uma melancia, ela decide avaliar os benefícios e os malefícios de um casamento naufragado.

O livro é muito engraçado (cuidado para não ficar rindo sozinha no ônibus, digo por experiência própria). A autora se aproveita dos clichês das comédias românticas para fazer comentários divertidos e metáforas inteligentes.

Dica: compre a edição de bolso  (R$ 19,90 em média). Também há como baixar da internet, mas não vou postar o link!


Onde ir em São Paulo?

20/08/2009

Já falei das baladas mais caras de São Paulo. Agora vou falar de alguns lugares legais para ir na cidade. Seja acompanhado ou sozinho…

Sozinho

MASP

maspO Museu de Arte de São Paulo é incrível. Possui obras de Van Gogh, Delacroix, Monet, além de esculturas, fotografias, gravuras, desenhos, entre outros.
Av. Paulista, 1578 – São Paulo – SP
tel. (11) 3251-5644
Próximo à estação de metrô Trianon-MASP
www.masp.art.br
Informações: (11) – 3251-5644

Horários:
Terça a domingo e feriados:  das 11h às 18h (bilheteria aberta até às 17h)
Quintas-feiras, das 11h às 20h (bilheteria aberta até às 19h)

Ingressos:
Inteira: R$15,00 / Meia R$ 7,00
Entrada gratuita às terças-feiras
Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam

Acompanhado – para impressionar

Skye

skyeO Skye, bar que fica na cobertura do hotel em forma de barco, o Unique, já impressiona logo na entrada. Um elevador panorâmico leva os clientes ao local. A vista de São Paulo é linda, principalmente à noite.
O restaurante conta com dj a partir das 21h (exceto aos domingos), quando o ambiente fica mais descontraído.

Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 4700 – Cobertura
Tel. (11) 3055-4702
www.skye.com.br

Horários jantar: domingo a quinta: das 19h à meia-noite
Sexta e sábado: das 19h a 01h

Acompanhado – para curtir um barzinho tranquilo

Barbolla

barbolla4Na minha humilde opinião, é o melhor bar para casais. É tranquilo, há várias opções de bebidas, a comida é boa e a música é calma. O clima fica ainda melhor com a iluminação indiretíssima, com apenas algumas lâmpadas espalhadas pelo ambiente, e velas em cima das mesas.

Não abre aos domingos, nem às segundas. Não cobra entrada, mas tem taxa de couvert musical de R$ 8 por pessoa.

Rua 3 Irmãos, 446 – Morumbi
(11) 3722-0792
www.barbolla.com.br

Para ir com os amigos

Ludus

ludusEsse é indicação da Nitya e Laurye, companheiras de blog. O Ludus é um bar que possui jogos no cardápio! Ótimo para matar a saudade de jogar batalha naval, War ou Banco Imobiliário.

Rua Treze de Maio, 972 – Bela Vista
Tel. (11) 3253-8452
www.ludusluderia.com.br

 

Para ouvir um bom rock’n’roll com os amigos

Bar Metrópolis

metropolisO Metrópolis se autointitula como o ‘bar mais dançante de São Paulo’. Eu não duvido. As bandas são sempre ótimas, e a músicas, melhores ainda. Quem frequenta é um público mais velho, tranquilo. Lá você provavelmente não ouvirá “oi gatinha!”.

Dica: reserve mesas com antecedência. O bar lota.

Av. Paulista, 2668 (travessa da Consolação)
Tel. (11) 3255-1225
www.barmetropolis.com.br


O que é cultura para você?

14/08/2009

Cultura são costumes, tradições, são práticas sociais. Cada povo tem a sua cultura, seus conceitos, seus hábitos. É comum dizermos que uma pessoa não possui cultura quando ela não tem contato com a leitura, artes, história, música, etc. Sempre ouvimos expressões “O povo não tem cultura”, “O povo não sabe o que é boa música”, “Ele não é uma pessoa culta”. Esse é um pensamento equivocado e arbitrário a respeito do real siginificado de cultura. Os verdadeiros conceitos de cultura, normalmente, aprendemos com a orientação de alguém, na faculdade, por exemplo.
Quando não temos acesso a esse tipo de informação, acabamos por desconhecer o que é de fato a tal cultura.
Se todas as pessoas possuem costumes, crenças, valores, leis, moral, línguas, hábitos, gostam de música, ou de arte, ou de livros, nesse sentido, podemos chegar à conclusão de que é impossível que um indivíduo não tenha cultura, afinal, ninguém nasce e permanece fora de um contexto social.
Dessa forma, também não podemos dizer que uma cultura é superior a outra, como um modelo a ser seguido por todos.
Não existem níveis de cultura, e sim, diferenças entre elas. Niguém tem o poder de definir o que é certo ou errado, dentro de um contexto cultural. Vou ser menos culta de assistir o programa do Datena? Não. Claro que não. Cabe à mim o discernimento de entender que não é porque uma mãe espanca seu filho ate a morte, que essa atitude é comum e que eu também devo faze-la, um dia. Sou mais culta porque escuto Chico Buarque? Não. Claro que não. Quem foi que disse que as músicas dele são fazem parte de um padrão de cultura? Aliás, onde é que existe esse padrão de cultura? Eu desconheço. Na minha humilde opinião, o que falta para o população brasileira é mais conhecimento e não mais cultura.
Como dizem, ‘o buraco é mais fundo do que se imagina’.
Acho bobeira quem critica programas de TV taxados de bregas, e acusam de imbecis quem os assistem. Acho feio quem critica os diversos estilos de músicas que temos em nosso país, colocando somente certos tipos como os bons, como os merecedores de serem apreciados. Isso é errado! Há anos que escuto coisas do tipo “O programa do Datena é horrível. Só pessoas burras que assistem. Prefiro o Roda Viva”. Puro preconceito, certamente, de quem não assiste nenhum dos dois programa e por esse motivo, não poderia opinar.
É uma questão de gosto, de preferências, de afinidades e não de ser mais ou menos culto que o próximo.

cultura


Festival Folclórico de Parintins

29/06/2009

A beleza do Amazonas retratado na mais pura festa popular. Este é o Festival Folclórico de Parintins, que acontece todo último final de semana de junho. São manifestações da cultura do boi-bumbá e o bumba meu boi. Hoje, representados pelo Boi Caprichoso (que prevalece a cor azul) e o Boi Garantido (vermelho).

caprichoso

Boi Caprichoso: Azul é sua cor

 

Lendas, pajés, Cunhãs-Porangas (em tupi cunhã= moça, poranga=bonita). Uma magia interminável no Boibódromo – assim é chamado a arena onde são realizadas as apresentações dos adversários. Alegorias maravilhosas. O conceito do festival pode ser baseado no Carnaval do Rio e de São Paulo, com pequenas diferenças. Em Parintins tudo é mais lindo, perfeito. Não é preciso o exibicionismo das mulheres para enfatizar a beleza feminina. Nada de “peladas” nas apresentações.

 

As fantasias são customizadas com materiais recicláveis e penas artificiais. E o enredo. Ah o enredo. Lindo. Conta as mais diversas lendas e acontecimentos da nossa Amazônia. Uma perfeição sem igual. São ensaios durante o ano e outros que antecedem a apresentação junto a platéia. A platéia, essencial para o sucesso do Caprichoso ou do Garantido, interage constantemente, em uma sincronia magnífica.

garantido

Vermelho de coração, este é o Boi Garantido

 

Não é à toa que gigantes do carnaval brasileiro recorrem ao Festival para acrescentar idéias à composição dos carros e alas.

 

A bateria, de um som contagiante e explosivo, tira qualquer um do chão. Seria mediócre não citar o respeito dos rivais. Enquanto um “Boi” se apresenta, metade do público – que é dividido – fica em silêncio aguardando o Boi do seu coração entrar no Boibódromo. Deve ser muito difícil conter os pés parados naquele ritmo empolgante da baterias.

 

Este é o Festival Folclórico de Parintins, que traz toda a cultura nativa do povo amazonense. Sua simplicidade, sua cumplicidade com a natureza. Defensores de um patrimônio impagável: a cultura e a natureza Amazônica.

 

Enquato publicava este post, ainda não havia encerrado a decisão de quem será o vencedor de 2009. Acompanhe aqui.

 


Gosto é gosto

19/06/2009

Futebol e religião não se discute, certo? Correto seria dizer que gosto não se discute. Nunca teve uma amiga que lhe disse: “ele é lindo, um Deus grego”, e – quando você o viu – teve vontade de sair correndo! Ninguém é igual a ninguém. Quando se trata de música, até mesmo pela diversidade dos ritmos existentes e da mistura racial e cultural brasileira, o assunto fica bem mais complicado.

 

Se analisarmos, por exemplo, o gênero musical rock, encontraremos vertentes como rock n’roll, heavy metal, punk-rock, rock psicodélico e tantas outras classificações do ritmo, diferenciados pelo balanço, tempo, instrumentos e letras.nota

 

 – Ah, eu gosto de forró. Mas só gosto de forró universitário! – (?!?!) me disse outro dia uma colega.

 

São preferências totalmente pessoais. Gostar de ouvir Calypso ou Jonas Brothers vai de cada um (o que acho muito bom). Se todos concordassem com tudo e gostassem das mesmas coisas, que chato seria! Acontece que, dentro dessas variedades, é preciso encontrar o respeito com o gosto alheio.

 

Feliz daquele que nunca se deparou sentado no ônibus, trem ou metrô logo pela manhã, indo trabalhar ou estudar e sendo obrigado a ouvir aquele hip-hop fanho e falhado, que o garoto(a) que está em pé à sua frente deixa sair solto pelo celular e invadir o espaço de cada um. Não existe ainda fone de ouvido??? Ninguém é obrigado a ouvir o que não gosta, e ninguém tem o direito de impôr suas preferências aos demais cidadãos.

 

Música boa é boa e ponto. Não importa o ritmo. Nada de letras como “tá dominado tá tudo dominado”, nem “quando Deus te desenhou ele tava namorando”. Particularmente, admiro a MPB (Música Popular Brasileira). Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, Marisa Monte, Chico Buarque, Milton Nascimento, Maria Rita, Djavan, dentre tantos, qualificam a música brasileira. Letras absolutamente belas, significativas e melodias perfeitas.

 

Nada contra os que admiram a música internacional, existem ótimos cantores no mundo todo. Mas, muitos não sabem sequer o que estão cantando, e mesmo assim ficam repetindo dramaticamente os refrões tocados nas rádios. Busque saber o que se está ouvindo, para depois vangloriar os artistas musicais. E, se não souber mesmo nada de inglês, ouça uma MPB ou qualquer outra música brasileira, garanto que será bem melhor que cantar errado, sem saber o que se canta.

Enfim. Como disse, gosto não se discute.

 


Inventolândia: Museu das Invenções em SP

04/06/2009

inventolandia

 

Para aprimorar a imaginação e a criação, nada melhor que uma visita ao Museu das Invenções.

 

bloco de encaixe

Bloco de encaixe: invenção exposta na Inventolândia

Uma ótima opção para um passeio – familiar ou escolar – com as crianças. A exposição é composta por invenções inusitadas, que simplificam o dia a dia, como o Bloco de Encaixe, que diminui desperdícios e agiliza o processo das construções de paredes e lajes, pois se encaixa perfeitamente uns aos outros.

 

A Inventolândia  [como um país dos inventos] conta com um acervo variado das mais inusitadas criações, que tem a finalidade de facilitar a vida do homem e nos remetem a reflexões adversas:

 

Como não havia pensado nisso antes? Por que não inventei isto?

 

O Museu funciona de segunda a sexta-feira das 10:00 às 17:00, e está localizado na rua Dr. Homem de Mello, 1109, em Perdizes/SP.